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Animais em risco

|MEIO AMBIENTE|

A Mata Atlântica é o bioma mais ameaçado entre os ecossistemas, sendo a Bahia um dos territórios que mais corre perigo

Extinção A Mata Atlântica é um dos maiores e mais ameaçados biomas do mudo, e atualmente a Bahia é um dos estados mais degradados desde a vegetação até sua fauna. De acordo com dados fornecidos pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) cerca de 627 espécies correm o risco de desaparecer deste ecossistema, sendo 428 endêmicas, isto é, aquelas que só a tem como habitat. As causas mais apontadas são: O corte ilegal de árvores, poluição ambiental, tráfico de animais e especulação imobiliária.

O mico leão dourado (leontopithecus rosália), jacaré de papo amarelo (caiman latirostris), jabuti (chelonoidis carbonaria), tatu canastra (priodontes maximus), e o tamanduá bandeira (myrmecophaga tridactyla), são algumas das espécies que podem desaparecer, especialmente na Bahia. Os principais motivos da problemática são as consequências da interferência humana na natureza, fazendo com que haja falta de alimento devido ao intenso desmatamento do qual é originado pelo comércio e construção de propriedades, mudanças climáticas provindas do poluição ambiental, caça e contrabando para venda e doenças trazidas pelo homem à natureza.

Mico leão dourado (Reprodução: Internet)

O resultado da união desses fatores interfere diretamente em todo meio ambiente, o desequilibrando, como é o exemplo da cadeia alimentar e dos corais, afinal se o número de animais carnívoros diminuir irá haver uma proliferação de herbívoros e aniquilação de muitos vegetais. Dessa forma alguns deles ficariam sem alimento e por fim seriam extinguidos, pois uma aparentemente mínima intercessão nos biomas poderia gerar uma grande complicação, influenciando todo o meio. Já no caso dos recifes de corais, dos quais são responsáveis pela proteção da costa contra erosão causada pela energia marítima, moléculas orgânicas utilizadas na medicina, turismo e pesca, sofreia danos pois a extinção de peixes herbívoros pode levá-los a se transformar em recifes de algas, não sendo então capazes de manter a biodiversidade original no local.

Órgãos federais como o Instituo Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA) e Ministério do Meio Ambiente (MMA) trabalham em prol da recuperação e proteção ambiental, além de assegurar o desenvolvimento econômico sustentável. Segundo as instituições a criação de projetos voltados a proteção ecológica pode ajudar no combate a extinção animal, assim como as fiscalizações que os mesmos tendem a realizar, mas deixam claro o quão fundamental é a denúncia, pois através dela passam a ficar cientes dos crimes que estão a ocorrer para combatê-los. Em 27 de maio comemora-se o Dia Nacional da Mata Atlântica do qual tem a proposta de conscientização, que é também imprescindível e deve suceder-se a partir de campanhas do próprio governo, nas escolas e educação doméstica a fim de sensibilizar os cidadãos a respeito da causa no intuito de evitar novas violações a natureza.

Jacaré de papo amarelo (Reprodução: Internet)

Segundo o pesquisador do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia, Dr. Pedro Luís Rocha, as reservas ambientais desempenham funções fundamentais, tais como: contenção de encostas, proteção permanente à algumas áreas, manutenção de nascentes, cursos d´água e da biodiversidade e etc. "Os zoológicos, além de seu caráter formativo, podem também desempenhar um papel importante de conservação ex-stitu contribuindo com a reprodução e reabilitação de animais para eventual soltura em áreas naturais", afirmou o cientista, que argumenta sobre mais uma entidade que trabalha a favor da preservação. E completa alegando: "O sistema de unidades de conservação deveria contribuir para manter estoques da biodiversidade das espécies e tipos de ecossistemas existentes". Algumas Organizações Não Governamentais (ONG), como o WWF Brasil, que tem o ofício de dedicar-se a causas que colaboram para a defesa do meio ambiente, também.

"A coincidência entre os valores da ONG e do voluntário, creio, devem ser a base para o estabelecimento da parceria"

A instituição tem o objetivo de harmonizar atividades humanas com a perpetuação da biodiversidade e impulsiona o uso racional dos bens naturais em benefício da atual sociedade e futuras gerações, além de promover campanhas e meios de colaboração abertamente a todos.

Saiba mais: http://www.wwf.org.br/

Reprodução: Internet)

A Mata Atlântica é um dos maiores patrimônios do mundo e a cada dia tem um pedaço de si sendo destruído pela ambição e falta de conscientização humana. Estudos afirmam que daqui a uns anos se não houver uma pausa quanto a sua devastação, centenas de espécies da fauna e flora deixarão de ser ameaçados para serem de fato extintas, assim como diversos problemas relacionados ao clima, abalos sísmicos, falta de água, erosão do solo e etc. As consequências não serão poucas e dia após dia a sociedade pagará o preço por não ter controlado seus impulsos e não a respeitado. A Mata não é só o habitat de plantas e animais, é também do ser humano, e contribui assim como outros ecossistemas para a sua sobrevivência.

De acordo com a lei Nº 9.605 de 13 de fevereiro de 1998, a sociedade, os órgão de defesa e o Ministério do Meio Ambiente passam a contar com esse mecanismo em caso de crimes ambientais que violem o meio ambiente. Então, em caso de denuncia ligue: 0800-61-8080 ou entre em contato pelo e-mail linhaverde.sede@ibama.gov.br. A ligação é gratuita em qualquer lugar do país e o registro também pode ser realizado pelo site do IBAMA.

A flora também pede ajuda

A flora do Sul da Bahia destaca-se por apresentar uma das maiores riquezas do mundo, chamando atenção por conta do elevado grau de endemismo. Este território era considerado até o século passado um dos mais preservados da Mata Atlântica até a abertura de rodovias das quais impulsionaram atividades madeireiras, favorecendo então, o desmatamento.

(Reprodução: Internet)

Segundo dados do Centro Nacional de Conservação da Flora (CNC Flora), a região do Hileia Baiana, que abrange o Sul da Bahia e o Espírito Santo, é considerada parte do Corredor Central da Mata Atlântica, possuindo 221 espécies ameaçadas de extinção, sendo 71 arbóreas. Entre elas estão: Cedro cheiroso (Cedrela odorata), Ingá rosa (Inga grazielae), Massaranduba (Manilkara multifida Pennington), Peroba do Campo (Paratecoma peroba Kuhlm), Bibuíba (Virola bicuhyba) e etc. As causas se relacionam ao desflorestamento que favorece a agricultura, agropecuária, expansão urbana, extração de madeira e exploração predatória.

A flora proporciona grandes benefícios para toda a sociedade, pois contribui para a purificação do ar, regulamentação do clima, proteção do solo, evita deslizamentos de encostas, e protege os rios. Além de que favorece as atividades econômicas.

Saiba mais: http://programaarboretum.eco.br/


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